quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O Gato de Botas

O Gato de Botas
Zetti

Digam comigo bichanos veganos e gatas veganas de duas patas:
Cuidado, amigos de quatro patas com esses cruéis gatos e gatas de botas de couro e duas patas. São falsos carnívoros, lobas mulheres literalmente vestidas com pele de ovelha e pisantes de alto coturno.

Alerta amigos bichos de duas patas e mil penas, os humanos não tem pena de vocês. São falsos predadores e falsos pregadores da paz. 

terça-feira, 7 de agosto de 2018

A não ser que...

A Não ser que ...
(Zetti)

O amor é ilusão. Total e completa ilusão, a não ser que seja radical e contemple tudo que vive.
Sexo é ilusão, a não ser que seja um encontro não só do instinto mas de todo o ser e do cosmos.
Fraternidade universal é um delírio e uma piada, a não ser que respeitemos tanto um humano pescando quanto um peixe que ele desrespeita.
Não têm sentido a vida a não ser que a sua semente venha de uma árvore comum que, por sinal ainda existe. Há trilhões de anos existe uma árvore com velhas raízes e um tronco comum que são todos os viventes e seus frutos são os mesmos. É a árvore genealógica da vida. Gente, qual é a lógica? Da mesmíssima semente é que viemos.
Meus textos são obscuros a não ser abras o coração para ver uma luz no final desse túnel.
Nada ver comigo os poéticos textos a não ser que eu mesmo seja um poema inserido no contexto.
Como assim, espinheira santa? Até as folhas tuas têm espinhos!? A não ser que teus espinhos sejam remédio.
Meu desejo é parecido com a espinheira: que algum aparente espinho dos meus textos seja remédio.
Voltas e mais voltas e voltamos no mesmo lugar. Onde está a reta que é atalho? A não ser que emendemos retalhos para fazer da vida uma colcha de retalhos onde nada se despreza. Façamos de uma mosca azul, um grilo, um beija-flor, um bezerro e uma criança uma linda colcha de retalhos.

sexta-feira, 27 de julho de 2018


A criança no cocho
(Zetti)

Mais vale o evento deste momento. Aqui e agora e super-atentos!
Águas passadas do riozinho não move mais o moinho. Passou o vento e não move mais a hélice do cata-vento.
“Não matarás” é lei do passado. Meu coração diz agora que não devo matar.
Um pequeno atrito que vem do egocentrismo já é matar um pouco.
Dentro de nós há um templo. Somos ele e não o tempo.
Nos recônditos deste sacro lugar há um altar de um Deus vivo que fala agora para mim e através de mim. Esta hora é a hora “H”.
O nosso interior no conjunto corpo-espírito é aquela gruta de Belém em sintonia com a vida em geral. Mais oculta há uma manjedoura ou cocho onde está um Deus criançinha que nasceu neste instante e repousa em mim e todos nós repousamos Nele se acaso formos crianças também.
Esse cocho é também um berço. Ali não há carne ou sangue, mas feno macio ou forragem para forrar o recém chegado.
Fora da gruta uma vaca viva rumina  em reflexão e um cedro do Líbano milenar ainda está lá, imóvel e em profunda meditação.
Somos a gruta-templo, berço-cocho e neste agora é o natalício da vida. Somos templos sem suntuosidade, simples como é uma gruta. 

O essencial é a postura de limpeza. De que adianta tapete persa se jogamos carcaças de animais por debaixo do tapete?
Neste momento de luz nasce em você e em mim o cara com cara de Deus.

Nascimento é vida e não exploração e morte. Urge estarmos atentos! Agora e na hora da morte nas refeições.
É muito estranho pratos com bicho morto e dar graças a Deus por esse desnecessário sacrifício. É o prazer de comer às custas de um inocente.
Faço um convite para ruminarmos uma reflexão: Não explorarmos aos próprios ruminantes.
Afirmo agora e o menino em mim confirma: Refeição consciente é uma linda celebração da vida. Aí sim tenham a alegria de dizer:
Graças a Deus!

sábado, 7 de julho de 2018

Amazônia

Amazônia
(Zetti)

             Faina e mais faina a explorar a fausta fauna e flora.
            Tenho dó dos que defloram os lares da flora, só por dó (lares!)
            Dólares, reais ou do Suriname os florins peço que ame esse jardim.
            Um cheiro de vida me invade, embora longe do rio-mar e da imensidão jade.
            Caso-me com a Amazônia, façam os conclames. Flora, és minha dileta.
            Alô Flora, sobrinha neta, alô, alô!
            Sua bênção Florêncio avô, alô, alô!
            Pequenino riacho ou Amazonas, aquele abraço!
            Rio Negro, noite escura, cricri grilo, movediços brilhos nos olhos do crocodilo.
            No azul celeste, luzes fixas; nos igarapés, estrelas movediças nos olhos dos jacarés.        
            Desmatar para plantar feijão e arroz? – Não. Plantar bois e matar depois. Matar bicho tem desmate, é a comida que não como, mas não tem como des-matar.
            MÃE NATUREZA, MÃE TERRA!
            MÃE!
            - EM TODA A BELEZA QUE ESTA PALAVRA ENCERRA.
            Ave Maria, quanta ave que pia! Na relva, na selva e na terra pia-terapia.
            Herbáceas da Amazônia, florais, cura e sara na farmácia das terapias e a saracura pia no final do dia.
            Tanto vejo esplendor que pirilampejo amor.
Peixe-feixe-facho no lago logo abaixo, lagamar, pantanal Paraguai-Brasil, lumens mil, mil vaga-lumes! Imensa lagoa, você me alaga.
Una é vida. Reuna-a! “Somos 1” e navegantes desta barca de Noé.
Quando a mim, não somente navego, a barca verde navega em mim.
Viva a vida! – Viva!
Boi tinhoso, brasino, barroso, oi, oi, boi.
Laça-los para serem vassalos?
- Estes meus braços tem um outro laço: aquele abraço!
            Passa viva a bicharada dentro de mim. Passa boi, passa boiada e o coração é a grande invernada.
            A vida passa e não paro odiando. Não para o riacho, cantando e parodiando nas pedras o som e o “Luar do Sertão”.
            Em tudo que habita e orbita na urbe, no orbe e na floresta amazônica, quero ser orquestra sinfônica, gaitinha de boca na Boca do Acre.
            Régia cascata que mil vezes despenca na vitória, no remanso e no régio descanso da vitória-régia.  
            Meu amigo poeta em transito corroborou com esse trocadilho ecológico:
            - “O maior poema é a integração do bicho homem ao ecossistema” (Geraldo Magela). 
            Quanta beleza parceiro Francisco Poeta de Assis.
            Irmão sol grande luzeiro, sou um simples candeeiro; irmã lua, sempre bela, sou bruxuleante vela; irmão gigante lume, sou um simples vaga-lume; Assis, “fratelli” Francisco, o “1” tem um risco maior e outro menor. Você é o risco maior e eu o menor.

“SOMOS 1”.

Todo dia 07, 17 e 27 veja na internet o blá-blá-blá do Zetti.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Uma utopia e duas histórias

Uma utopia e duas histórias
(Zetti)

Conciliar as religiões tradicionais cristãs, quase impossível.
De cristãs com outras? – bem mais que quase.
De pessoas religiosas, quem sabe!
Incluo nesse grupo, as vertentes do “inca chá”.
Uma concórdia ou até uma discórdia amorosa. Não um amor falso ou superficial, ou sorriso amarelo!
Cada religião é um centro e dentro de cada uma, há pessoas que não exageram nesse centrismo e tem profunda espiritualidade, abrem o coração e podem abrir esse concílio na internet.
Poderia ser um fórum permanente com um pressuposto de boa vontade, tolerância, reflexão e coração juntos.
A vivência disso tudo seria a essência mesma desse reconcílio.
“Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão, voltando, faze a tua oferta.” Mateus 5:23-24
Reconciliar de “hermanos” humanos e destes com irmãos terráqueos em geral. Ora, ora! Ação como premissa, depois oração, cultos e missas.
Nesse fórum, definir o que não é a fraternidade e não colocar nada no terreno da demolição. Porque ao colocar, recomeçam as desavenças.
Podemos apenas tentar ou expressar o que é, através do coração, da poesia, e racional, tudo juntos. Alguns escritos de Krishnamurti podem ajudar. Desconstruir comportamentos enraizados e compartimentos fechados. Essa é a minha utopia.
Francisco de Assis se perguntou:
- Amar é somente a Deus, às pessoas, ao meu cão e ao meu gato? Só? Imagino que fez um carinho ao seu irmãozinho bichinho fofinho gatinho e se questionou: e o ratinho? Por que não? Por que não?
É de propósito que este roedor também fofinho, irmão do Zetti, se intromete.
São Francisco foi visitar seus confrades que moravam em um casebre e um deles disse:
- Aqui infestam os ratos, é uma festa. Está faltando um veneno.
Francisco advertiu esse irmão e depois falou alto:
-Irmãos roedores presentes, cuidado com gente! Lugar de rato é no mato!
-Vamos, “chispem” daqui!
Venceu o fraterno amor: No outro dia não havia mais roedor.
Há bem pouco tempo ouvi essa historia, e fiquei impressionado e até arrepiado pela semelhança com a minha.
Quando menino me esquecia do mundo, seguindo o “carreiro” das formigas. Talvez entre essas amigas e eu não haja segredos.
Não sou um santo, a forte sensibilidade é que me move.
Há muitos anos atrás, num sábado, fui com meu irmão Manoel na sua chácara, e lá havia um formigueiro.
Manoel disse ao chacareiro:
 - Segunda-feira jogue veneno nelas.
Num repente, o que estava no meu coração, saiu pela boca. Lembro-me que me inclinei um pouco e disse bem alto às formigas:
- Vão “simbora” daqui, senão vão morrer!
Mais alguns dias, meu irmão voltou lá e ouviu isso do chacareiro:
- Patrão, na segunda-feira eu fui com o veneno matar as formigas. Chutei o monte que “treisantionte tava” lá!
- Aquele teu irmão tem uma boca!
- Por quê? Perguntou o Patrão
- Seu Mané, as formigas deram no pé!
No judaísmo a páscoa deles é a fuga do Egito. Para as formigas que descendem daquele formigueiro é a fuga da chácara. Não sei quando ou em que época do ano é a sua páscoa, sei apenas que não é no domingo, é na segunda-feira!


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sábado, 16 de junho de 2018

Farinha do mesmo Saco

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Farinha do mesmo Saco
(Zetti)
                          Tudo passa! Bom que eu passe passeando. Passa uva, passa! Junte, transeuntes, faça um reboliço ao rebolar, um rolo, um bolo! Do limão dá uma batida, no monjolo tem pilão para moer em mil batidas todas as rinhas há nos transformar numa só farinha.
                          Há uma só batida, um só coração e um mesmo e profundo pilão no mundo.
                          Quem está unido à natureza se toca e de si mesmo sai da toca.
                          Faz a experiência íntima com a vida extra-humana. Sem racional ou teoria livresca, a fresca manhã desemperrou e empurrou para o lado a noite dos tempos. Desencantam teorias cantadas em prosa e verso e escancara na nossa cara, uma exclamação-interrogacão:

- Somos ou não somos irmãos?

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O BAILE
(Zetti)

Danço com este lindo par, o lado feminino do universo: a grande dama é a vida.
Neste salão terráqueo, aprendo a dançar até onde haja uma sincronia perfeita.
É lindo!
Quando o baile é à noite, há as luzes indiretas. De dia, danço em volta de uma luz que ilumina outros salões.
É um girassol!
E agora lhes conto: completei 73 voltas, dançando em volta da luz solar e acompanhado pela mãe Terra.
Gratidão!
Como São Paulo, imagino a vida como um grande corpo místico:
acima, cabeça e coração, estão os seres mais evoluídos;
bem embaixo, nos pés da vida, os outros.
Nessa valsa, não pisar na Grande Dama já é um grande passo para os outros passos sincrônicos.
Se hoje morresse, estaria feliz e diria que não morri, apenas cansei de dançar e vou para um outro baile.
Gratidão!