sexta-feira, 6 de setembro de 2019


Dia 7 17 e 27 vejam na nete o blábláblá do Zetti.

COMUNHÃO parte III
(Zetti Nunes)

Os detalhes complicam: a paisagem geral se vê do mirante.
As reflexões que agora partilham têm como fundo um sonho: amar (no infinitivo) era a mensagem, portanto sem u mensageiro do amor.
Não há um alguém separado no espaço inseparável que contempla algo separado de si:  é a contemplação sem um sujeito que contempla.
Entre os espaços da mente, silêncio! O que é isto? É comparável a um vaso cheio de vazio e ao mesmo tempo diferente do nada e do existir. Não havendo o ruído mental, abre-se um espaço sagrado.
Isto é meditação. Digo mais: observe-se que ninguém está separado daquilo que observa. Não há um ser que observa, todavia existe a observação. Porque no universo, só existe o geralzão e a tendência deste é descentralizar-se e bem assim o lado espiritual (que não tem lado). Focalizar ou detalhar, cai no supérfluo e no superficial.
Um “big-bang” difuso é a nossa consciência, o nosso ver e o nosso entendimento.
Caminha-se na beleza em cosmovisão de si mesma e sem voltar-se para si mesma.
Há uma intensão secreta nesse tal plural. Senão, vejamos:  a vida é a multidão, família única, todos na pluralidade. Pra que afinal? — Não seria para que exista a comunhão?
Sermos o plural é condição “sine qua non” para que haja a unidade subjacente a ele.
Pluralismo sem personalismo, um reinado sem rei.
Há um testemunhar silencioso sem o sujeito que testemunha e um observar sem uma entidade separada que observa, quero dizer, sem um observador.
Na vastidão, não há salvador ou apoio de algo separado porque a comunhão é a plenitude em si mesma.
É vasto o pasto e os seres na pastagem e não há quem pastoreie. Num só tempo somos mestres e alunos. Importa que no momento de ser mestre este não quer se destacar. Mestres ou pastores no sentido de facilitadores uns dos outros, para que haja comunhão e não salvação individual. Comunhão não vai na contramão do cristão, porém a salvação individual do cristão vai na contramão da comunhão.
Facilitarmo-nos já é comunhão, ou que seja, ajudar a nos soltarmos do individual e sermos 1 com tudo que vive, inclusive com os humanos!
Na mágica, o ilusionista, coloca a ceia na mesa a qual se apoia em suas quatro pernas. Em seguida o mágico deixa a mesa sem pernas. Resta a mesa e  a ceia levitando no espaço, sem qualquer apoio.
É comparável à mesa da sagrada comunhão entre todos os seres que independe de fatores externos.
O mágico nos ilude ao levitar a mesa, porém, o enlevo da comunhão é a essência da ceia da vida, a levitação do pesado mundo, o alfa e o ômega, o princípio e o fim.
Este agora atentíssimo e imemorial é o entendimento que se funde em si mesmo, sem contudo se voltar para si.
Amor, unidade e comunhão estão além da expressão palavresca.
A despeito desse limitável, quem puder captar um pouquinho desse "além”, que capte; perceber, que perceba; levitar, que levite; comungar, que comungue.
Um altissonante convite se difunde sem que haja um centro de difusão.
Não há um ser individual que convida, no entanto de um silêncio sagrado ressoa o convite:
 comunguemos a Santa Ceia da Vida!

segunda-feira, 26 de agosto de 2019


Dia 7 17 e 27 vejam na nete o blábláblá do Zetti.

COMUNHÃO parte II
(Zetti Nunes)

         Os dois irmãos trocaram a árvore e apoiaram as costas uma na outra. Era tal a unidade que suas colunas vertebrais eram uma só e um mesmo eixo.   
         “Comungação”, talvez seja  isto o sentido de estar aqui e agora.
         Comung-ação :  sem  um Deus separado  da  Natureza e que polariza com as tais forças  do mal.  Que diacho de achar que o ego é diabo!
         Minha filha diz para mim: “Pai, o senhor tem certeza da sua salvação?” Para o todo da vida o buraco é mais em cima. Se nós somos um – que é plural e singular ao mesmo tempo – não existe salvação nem danação. Essa coisa de querer se salvar já está centrado em nós, puro ego. Na vastidão é apenas isto, termos consciência de que somos ela própria, quero dizer, a expansão de consciência me leva à grande família universal que é a vastidão.
         Podemos imaginar que a existência holisticamente falando está dentro de uma esfera. Alto lá, porém: uma esfera não tem polos! -Polarizou, separou, dançou.  Dentro da esfera cósmica se inclui também Deus. O ego não está fora nem dentro porque é a ilusão separativa.  Nossa consciência caminha para mais amplitude e nesse processo, temos vislumbres de sermos a própria esfera. É a experiência da Sagrada Comunhão. Tudo está incluído na esfera e ao mesmo tempo não existe esfera.  Subsiste apenas a comunhão.
        Comunhão, como o próprio nome sugere, não tem especificidades, portanto até os Iluminados são eliminados. Sobra na esfera apenas a comunhão e somos ex-feras das ilusões separativas.
        Nós humanos precisamos de referências, alegorias ou parábolas. Se por elas me fiz entender, eliminemos também elas, como seja a própria esfera do todo, o sagrado, a vida, Deus. Sobrou o quê? Não seria a comunhão? Nada mais precisa, nem a palavra comunhão, só a comunhão solta na vastidão.
       Ao longo de todo o século passado, Krishnamurti repetia muitas coisas, dentre elas isto: “a palavra não é a coisa”. Este dito não se adapta aos que somente pensam, pois irão dizer: “Claro que não é a coisa!”
       Então vamos lá: a palavra comunhão não é, nem de longe o que ela tenta expressar.
Somente passar pela experiência satisfaz. Uma fração de um segundo do relâmpago é o suficiente. E não adianta me perguntar se eu experimentei isso, cada um deve passar pelo processo, e não acreditar no outro.
      Um portal se abriu e tudo se viu, depois se fechou.
      A palavra comunhão também caiu fora.
      Sobrou apenas e tão somente a comunhão.
      E precisa mais?


sexta-feira, 16 de agosto de 2019


LEMBRETE: o texto anterior  “UM PRODUTO FÁCIL DE VENDER”, não houve tempo para fazer uma revisão mais aplicada, o que prometo quando publicá-lo no livro 3 além de revisado sofrerá alterações para melhor. Agradeço a atenção de todos.


Todo dia 7 17 e 27 vejam na nete o blábláblá do Zetti.

COMUNHÃO parte I
(Zetti Nunes)
 
            Há uma abissal separação entre quem comunga partes e quem tudo inclui. Faço ou tento fazer uma ponte no abismo. Quem tem a doença de cataratas só vê o "lusco-fusco" das Cataratas do Iguaçu.           
           Uma curta história. Se te agradar curta. Menininha ainda foi abduzida por ETs de um cantinho no Universo onde não se explora a Natureza. Situa-se num planeta “neto” da Estrela Sirius. Lá foi educada e após alguns anos, devolvida aos familiares para os quais se tornou uma ponte e fonte de cura do lusco-fusco.
           Quando aqui era uma estranha no ninho. Num casarão próximo onde moravam, perguntou o porque dos jalecos brancos. Sua mãe disse que eram médicos e enfermeiros(as). Em hospital se entra doente e sai curado. Que bom, disse ela. Lá onde estive tem poucos doentes e a cura é com plantas medicinais. As cirurgias são raras.
           Em outro casarão, mais afastado da cidade e na troca de turnos, os funcionários também se vestiam de branco. Disse-lhe seu melhor amigo e irmão que ali os jalecos sujos de sangue não eram de médicos cirurgiões. Não, minha querida irmã, são funcionários de um frigorífico.     
           Não se assuste que ali é o contrário: Os animais entram com saúde e são despedaçados para serem alimento dos que se dizem de origem nobre ou até divina. E esse trabalho não move nenhuma compaixão? - perguntou. Não, a rotina os transforma num outro frigorífico, entendeu? São apenas os "testa de ferro" desses nobres de sangue azul.
           Em cidades pequenas há mini frigoríficos chamados açougues, onde moças como você entram ali e compram pedaços de bichos pendurados em ganchos e saem com a maior naturalidade, digo até serenidade. Olhou para a irmã e se assustou: ela estava pálida e suas mãos pareciam de um alcoólatra com "delirium tremens". A moça sentou ali mesmo numa grama sintética e apoiou as costas numa árvore de plástico e havia nos galhos passarinhos reais porém imóveis porque foram empalhados. E em seguida, cobriu o rosto com suas mãos trêmulas.
           Tinha ela saúde, agora, porém seus olhos se turvaram como se tivesse cataratas.
           Eram as águas termais da sua dor que saltitavam de duas brilhantes fontes. Inconsoláveis e inesgotáveis fontes!
           Um dilúvio inundou os impermeáveis corações humanos e seu planeta de plástico. Uma diferente  Cataratas do Iguaçu despencou em duas torrentes salgadas e quentes, caudalosas e silenciosas.
           Ali sentados, calados e colados os irmãos eram a própria imagem da comunhão que queriam ver no mundo. Eles não existiam, a comunhão tornava ausente o personal.

(no próximo texto, parte II, quero compartilhar com vocês o aprofundamento muito bonito que julgo da palavra linda, que se chama COMUNHÃO)

terça-feira, 6 de agosto de 2019


Todo dia 7 17 e 27 vejam na net o blábláblá do Zetti.

UM PRODUTO FÁCIL DE VENDER
(Zetti Nunes)

Suntuosos rituais, mesquitas, templos, palavras ao vento.
O que está fora de nós seduz. Projetamos nosso desejo de pose e posse.
Há três mil anos que desejamos sentar no trono de Salomão. Sua pompa é fácil de vender, não tem segredo diz o Macedo! Ou “Pedo” o ex pescador e hoje ex pobre. Da santa ignorância prosperam os religiosos e ideologias afins.
Não resisto a mais uma ironia, desta vez é comigo mesmo, este aqui, o Zetti.
Fui enganado por um Luiz e um João, ambos Inácio.
Jõao de Deus se diz a transmutação de Santo Inácio de Loiola.
(gays me desculpem!) Se é o Loiola não sei, mas goiola é que não é!
Dê-se a ele um pouco de desconto pra freguês. É que de 600 pessoas que passam na sua frente umas cinco por centos são lindas mulheres e algumas destas o veneram tanto, que até se orgulham de ter estado com ele naquele estado em que nasceu.
O outro que me enganou é o outro Inácio, o Luiz Inácio Lula que não devia ser Silva porque lula não silva, cigarra sim.
Uma lula verdadeira e um Lula veraz, não poderiam estar no cativeiro. Pobre do Lula dizem uns! Ou seria: pobre do ex pobre?
Ao Lula também dou um desconto porque capitalismo nos fecha a boca. O que ficamos de boca aberta é ele dizer que não sabia de nada.
Conversei com um cientista, lulista de carteirinha e ateu. Você não é ateu, brinquei... és devoto de um novo Santo Inácio, “o Lula”.
Arrependido Lula lá lá no céu, São Pedro dirá: nunca vi um companheiro tão bom! Bom de que? Pergunta Lula... — bom de facão, retrucou o Pedro. Não nego que também neguei e truquei de facão três vezes, negando Jesus. Por isso te convido, quer ser meu parceiro no truco? Venha Lula, é hora de você já ir entrando. — Jair não, por favor, suplicou Lula. Pedro quase morreu de rir e só não morreu porque lá é proibido morrer! Pedro recuperou o fôlego e continuou — no planeta azul você fazia o sinal da cruz com a esquerda. Direita ou esquerda é tudo a mesma coisa! Venha, vamos pra mesa. Da ceia vegana? Retrucou Lula. — Não, mesa de truco! Dessa vez “Pedo” quase “pedou” de tanto rir.
Lula, aqui é como a tua Letícia que significa alegria, mas que fique bem claro, não é “aqui como”, mas “aqui é como”. — Ah Que alivio! Suspirou o ex PT. — e onde está ela a minha alegria? Está no teu, no meu e no rosto de todos aqui. Quanto à tua Letícia, está de papo com Terezinha, a avó de um petista de carteirinha e Salustiana sua bisavó, analfabeta e sem carteirinha. Desta bisavó, os gregos copiaram dela a frase “conhece-te a ti mesmo”. Ela dizia quase o mesmo: “até parece que não se enxerga!”.
E sua filha Daluz, era chamada de “proprietária da luz”. Dona Daluz não é isso? E a tua “dona” Letícia era a proprietária da alegria.
Alegria, luz, paz e amor, tudo beleza! No entanto no geralzão cósmico, a palavra chave  é a unidade.
Mente o socialismo porque é da mente, advogado não quer perder. Daqui pra frente Lula, você fica desmemoriado e sem raciocínio. Na prática vá colocando o Jair no seu coração e vice-versa pra ele e seu vice. Os capitalistas têm medo da palavra unidade porque pensam que no fundo é o mesmo que socialismo. Nada a vê!
As religiões estragaram a palavra irmão, restrita aos humanos ou pior, a uma doutrina; o catolicismo restringiu sem querer a palavra comunhão muito mais ampla e bela; o PT restringiu a frase “não tenha medo de ser feliz”. Digo assim: não tenha medo de ser feliz, mas primeiro, busque com todo o teu ser a unidade com todos os seres.                                                                                                                      O resto virá de lambuja.
Em substância, a substância que jorra da fonte UNIDADE é similar a um oceano. Submerge paulatinamente a vida nessas águas em todos os lugares do uni-verso.
Quando tudo soçobrar e nada sobrar, seremos essa mesma fonte, ou substância, ou oceano, ou amor, ou unidade, ou filiação divina.
E então, todo entendimento será possível.
Até este: se somos a mesma substância divina somos filhos dela, e se somos seus filhos, somos o Deus Filho.



sexta-feira, 26 de julho de 2019


Todo dia 7 17 e 27 vejam na nete o blablablá do Zetti

OBS: esse texto será declamado amanhã no lançamento da antologia Parnaso Poético III, no teatro Londrina (Memorial de Curitiba) localizado no Largo da Ordem em Curutiba. Entrada franca. Da 15 às 19;30.

O JANTAR DE GALA
(Zetti Nunes)

A nobre anfitriã
Convida os convivas com vida:
Comensais venham, eu sou a vida.
Sou vocês e vocês a minha expressão.
Sou o espelho do Criador,
Dignitário e comissário do amor.
Comensais a mesa está posta
No verde jardim.
Sejam dignos de ser
A manifesta festa de mim.
Sou a Ceia, vocês os participes.
É a mesma proposta
Eu sou você na mesa oposta, posta.
E você, sou eu.
Não cuspa no prato que comeu.
Mãos postas é sinal de gratidão.
Demo-nos as mãos!
Sou a comida
Do coração as batidas
O dom da vida.
Dama, Notre Dame
Que se derrame a graça de te amar
Na taça deste jantar de gala.
Nesta sala vip
A vida é sempre elite
E comensal tudo igual.
Sou a vida por aí difusa
E na mesa a musa.
Convidado que és
Jante neste verdejante
Palacete Terra.
Vinde humanos e batráquios!
Demos um brinde aos terráqueos!
Embora diversos e dispersos
A anfitriã do planeta verde-tapete
Nos convida para o banquete...
Da vida.


terça-feira, 16 de julho de 2019

Todo dia 7 17 e 27 vejam na net o blablablá do Zetti.

UM DEDO DE PROZA
(Zetti Nunes)

“Tempus fugit” como a areia entre os dedos e um mistério se esconde e dorme no pólen – semente – sêmen.
Aqui em Caiobá (PR) ou no mar de estrelas acolá, é um milagre de multiplicação. Incontável como os grãos de areia é a vida.
É um tal de esconde-esconde! – No mar o sol e o sal se escondem.
E onde anda nosso Mestre Universal? Onde, onde? Anda ele em ondas? Onde estás que não respondes?
Diz o Chico de Assis que o X da questão é dar um bico num pico ainda silvestre que lá está o Mestre.
De giz entre os dedos o Mestre escreve direito por linhas tortas: 1001=1. Somos todos um, palavra lavrada e lida no quadro negro da vida.
Vejamos Deus no alto do rochedo, pois é para lá que aponto o meu dedo; nesse mesmo gesto, o dedo “mata piolho” diz – não mate! – porque aponta para o nosso coração.
Só para lembrar: fazemos parte e somos um com a Natureza. A beleza desfila nos desfiladeiros da Serra dos Órgãos. É como vender montes de montes na feira da Serra da Mantiqueira.
Comprei uma montanha, a mais vaidosa. Na Teresópolis (RJ) montanhosa um pico exibe Deus, bem assim ao natural, ao vivo e a cores!
Brinco, porém, não minto:
Lá no alto do espigão dá pra ver Deus, quero dizer, um dedinho seu.


É o Pico Dedo de Deus.

sábado, 6 de julho de 2019

Todo dia 7 17 e 27 vejam na net o blablablá do Zetti

CRER OU NÃO CRER, EIS A QUESTÃO
(Zetti Nunes)

Crer não é nada?
E descrer é pior ainda?
Vou por outra estrada. Crer é experimentar, por um momento que seja, a outra dimensão; descrer é afirmar que não se prova nada no sentido da razão, porém, provar no sentido de degustar é essa estrada diferente.
Dois exemplos.
A um palmo do rosto daquela Maria, nossos olhares eram um só olhar e uma danada cumplicidade. No abraço que se seguiu, pude apenas dizer colado ao seu ouvido: - Meu Deus, que linda!
Aqueles quatro segundos foram o meu degustar.
A decepção é que a “prova do crime” é pessoal e intransferível!
Esse momento mais aquele da outra dimensão podem ser um, desde que sejamos limpos. Jogo limpo: falo da sensualidade que pode andar de mãos dadas com a criança que vive em nós. É a Maria da Terra e a do Céu. A do Céu se chama Diva, isto é, divina.
A abelha rainha fez sua casa no sótão da casa minha e quando olhei para cima, uma gota pingou em minha boca e me lambi feito criança.


Pedir “dai-me mel” não é preciso; se formos flor, as abelham fabricam. Quem degustou o favo inefável tem todo o direito de dizer que a doçura da Maria – Diva, é o regalo da vida.