quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Todo dia 7, 17 e 27 você curti o blábláblá do Zetti.

ESBARRO À BÁZ
(julgamento)

de: Zetti Nunes

Uma apatia moral,
Uma nuvem escura
Está suspensa nos olhos do espirito
De quem advoga o direito de explorar os animais.
Estes, por outro lado,
Têm o direito inalienável à vida.
E qual é a obscura origem destes inclementes atos?
Lavam pilatamente as mãos como Pilatos
E dizem: SOMOS INOCENTES!

sábado, 27 de outubro de 2018

A deamorcracia amárquica

  • A deamorcracia amárquica
    Iluminados (as), arcanjos e não sei que mais são anarquistas (Graças a
    Deus!), por que não tem hierarquia. Minha democracia é dê amor-cracia
    “Se hay governo, soy contra". É mescla de amor e anarquia.
    Aí nas entre linhas, a divindade é uma espécie de irmão ou irmã
    facilitadora e mais velha. Deus é q eterna unidade, subjacente nas formas.
    A coerência me diz que não tem como fugir disso.
    O ser divino está no topo do monte e vê em 360° e portanto, indica o
    “carreiros mais fácil. Deus é irmão(ã) e quer ser assim.
    Se você olhar bem fundo, no avesso da unidade vai concluir: não tem
    como ser diferente. Insisto: hierarquia separa, é imposição de cima para
    baixo e portanto é incoerência.
    Bagunço tua cabeça mais não o coração quando defendo a anarquia ou
    digo que Deus é um irmão facilitador da jornada. Num dia qualquer de
    anos-luz, seremos também a plena luz. Por que só um ou Uns? Não tem
    como ser diferente.
    Todos os seres, chegarão lá. Na forma de humanos ou em outra fôrma.
    O interesse inconsciente dos humanos é hierarquizar,apartar e implantar a
    hierarquia absoluta.
    A frase da bíblia: “ não separe o que Deus uniu” ( MT 19,5) abrange não só
    homem e mulher ou gente, é abrangente. Homem e mulher podem se
    separar de corpo. Deus quer não nos separemos em espírito e verdade e
    Religião significa religar. Portanto, a doutrina que não nos religa com
    todos os seres da natureza não é religião.
    Já vi um viaduto construído antes de haver estrada. São as regiões que
    não fazem liga de coisa com coisa, ligação de coisa nenhuma com
    nenhuma coisa!
    “In-se-pa-ra-ti-vida-vel-men-te" falando verdadeira religião é
    biocentrismo e não antropocentrismo.
    Por outro viés, disfarçado nas formas está o sagrado da vida. Centrar no
    biológico, mesmo incipiente é a lógica. Bio-lógica, por que a evolução
    abrange tudo no cosmos.
  • Como pode uma espécie- a nossa- que está nessa fase- evolução- e não
    vê? Tem a expansão da consciência? e não há expande. Separa de si a
    Natureza e diz que a ama. Pode?
    Você gosta de bicho? De que jeito você gosta: frito, cozido ou assado?
    Explora, mata e diz que gosta. Pode?
    Ou estamos intrinsicamente ligados e de mãos dadas por que tudo é
    sagrado, ou nada é sagrado, ou somos substância uma e bela e nos
    ligamos ao todo como uma ponte ou pinguela, ou Deus é uma balela, ou o
    uno é radical e profundo ou tudo é superficial neste mundo; ou a vida
    como um todo, merece um tratamento régio, com igual o privilégio ou
    vamos todos pro brejo.
    É a lei da holarquia ninguém é mais que ninguém.
    O princípio régio é o anarquismo lógico onde o governo é o auto governo
    e se regula nos níveis mais sutis.
    A fonte do amor está no único atributo de Deus: a unidade. Nela aposto e
    desafio me prosto perante essa ponte - fonte – rio.
    Gente ligada no fio da meada não separa o que Deus uniu.
    Viva(!) Tem dois sentidos: interjeição e verbo
    Viva a deamorcracia amarquista!

quarta-feira, 17 de outubro de 2018


Todo dia 7, 17 e 27 vejam na internete o blábláblá do Zetti.

Unidade + Beleza = Amor 
                        (Zetti Nunes)
           
            A percepção pura e simples, sem o auxílio da memória que é o passado, que é “vídeo”, nos confere a capacidade de união com o todo para observar de fora e sem preconceito.
            A vida conspira para o bem quando estamos de bem com ela.
            Peculiar o dinamismo do por do sol. Cada matiz não se repete no tempo, no analógico ou escatológico.
            O artista pinta uma aurora fixa, com o sol pregado no céu. Teria ele que filmar meia hora e depois pintar trinta quadros diferentes.
            É mais cômodo a mesmice do que já está estabelecido: milhões de anos na programação do ego, coadjuvado pelo instinto.
            Lá fora a aurora, aqui dentro estou sonolento, quentinho em berço esplêndido da mamãe “Maria vai com as outras”.
            O sol fixo diz:
- Só tenho Jesus como religião. Ou Buda no oriente.
Quanto mais fundamentalismo, mais separação. Uma parte da luz, tudo bem, mas pensamos que é toda ela.
Somos um “lusco-fusco”, guiando outros que estão usando um óculos de fundo de garrafa. 
Parece-me que não há doutrina superior à unidade, à beleza e o amor. É estarmos juntos e atentos, momento a momento, no que diz agora Jesus ou outro ser que reluz.
Podemos construir dentro de nós um templo digno em que se revezam nas pregações, luzes de grandes seres.
Ora prega Sidharta Gaultama, ora três Teres, ora três Marias, ora Jesus, “ora pro nobis”.
Disse Jesus:
- “Para que todos sejam um...” Jo. 17:22
Para sermos unos
O Amor
É Aluno
E Professor.


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Zen

Zen
(Zetti)

Zen, unes este Zé Nunes ao Tú por aí espalhado no planeta.
Troquei o “S” do Nunes pelo “Z” para se ler ao contrário e ter dois significados: Zen unez e Zé Nunez.
O “somos 1” da mão esquerda é texto bíblico (JO 17, 11-22) e também se lê no avesso da palavra. Este da mão esquerda a não violência e serenidade Zen da mão direita que por sua alimenta a unidade da esquerda.
É retroalimentação, comparável a uma cobra que eternamente se alimenta do próprio rabo, mas este é só um nome, a cobra o todo
Na troca de um abraço, alimentamos a substância uma dos dois seres. É um “feedback”, isto é, um estímulo responde com outro estímulo.
Lidas ao avesso, as palavras são como uma rua de duas mãos nas minhas duas mãos. Dois sentidos têm a rua e um sentido as palavras.
Curto essa rua zen, embora transite nela a transitoriedade. (tudo passa, até uva!).
Aprecie ou curta comigo esta palavra comprida: -
Inseparatividade.
Essa não passa.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

E Agora, José?

E Agora, José?
Zetti

A eternidade não é um tempo sem fim, mas o não-tempo ou tempo nenhum.
Num sentido lindão, vamos perder tempo, conversando agora, justamente sobre o agora?
Sem tempo, quero dizer rápido, façamos o acesso ao não-tempo.
Só morrendo, dizem. Isso mesmo, morrendo para o tempo.
É quando estamos por inteiro no presente e jogamos do avião, as pesadas traias do passado.
Passado e futuro é tic-tac do relógio. Psicológicamente acumulamos o passado no presente e o jogamos para o futuro. Nada de novo portanto.
Vazios do passado o tic-tac do pensamento cessa, o relógio memorialista para.
A meu ver é esse ver, o verás viver. Se vivessemos assim, seria um incessante renascer de que fala Jesus. Seria uma vela acesa que levo nas mãos na noite dos tempos.
A vela ilumina este agora-cantinho da casa e não tropeço na memória que, por sua vez poderá acordar o pensamento e este, o ego.
Entendimento é não estar apegado ás palavras, incluso as minhas. É assim que me livro do livro do Zetti!
Jogo do avião o Oriente e o Ocidente místicos e míticos, representados pelo Bhagavad Gita, a "Doutrina Secreta" (Helena Bravatski) e a Bíblia. A doutrina secreta é umas três vezes maior do que a Bíblia. Todos os três é preciso um avião de carga!
Se estes livros, inclusive os meus, ajudaram ou não ajudaram, a eternidade é este instante de luz, que não tropeça na forma.
Há uma tradição de se colocar uma vela na mão de quem está no estertor da morte.
Aqui pra nós acesa a vela do instante, morremos para o passado e renascemos e adentramos no portal de uma outra dimensão: o eterno presente.
A raiz da palavra baboseira de certo vem de babar! As pessoas ditas espirituais, chegam a se babar de tanta convicção dessas passadas letras mortas. "A letra é morta, o espírito é que vivifica" (2 Coríntios 3).
Urge passar pelo crivo deste agora vivo. Aí, não é baboseira.
Este agora sem ontem é comparável a uma tradução da tradução. Sem "background". Vivendo este já, comparo com as palestras que as pessoas colocam um fone no ouvido. É tradução instantânea e sem "ipsis literis". Para você que me lê, é tradução, da tradução, da tradução.
Quem mastiga bem meus escritos, digere simplesmente "Somos 1".
É dessa fonte que brota a beleza de amar todos os seres.
Caramba! - Tá tudo aí embutido!
Que mais resta? - Resta sair por aí, amando.
Não é simples? Não é lindo?
Meu Deus do céu: pra que tanta baboseira pelos séculos dos séculos amém!?
Podemos, com um simples acento agudo no "e" do título: "E Agora, José?", mudar o sentido:
É agora, José!

Todo dia 07, 17 e 27 veja o blá blá blá do Zetti na internet.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

"Como estamos em meio a festa da família Serpa, estes textos são para que conheçam um pouco sobre a casa da vó Salustiana."

O Menino e o Pinheiro

O Menino e o Pinheiro
(Zetti)


Era alto, muito alto. Bem de frente a casa de minha avó. Era bonito. Na copa, seus longos galhos formavam uma majestosa umbela sob o céu daquele sítio bucólico. Os longos galhos eram como braços ao vento, querendo abraçar tudo.
O Pinheirão parecia saber quem era eu. Olhava lá de cima o menino sensível, sempre grudado na saia de sua avó.
Dona Salustiana, enquanto regava sua horta, falava com as salsinhas e cebolinhas.
O menino que tudo observava tentou, por sua vez, conversar com o pinheiro, bem maior que as plantinhas de sua avó.
Menino de cinco ou seis anos, Pinheiro de cento e tantos, amigos, agora e interlocutores.
O menino tímido, mais ouvia que falava. Seu amigo contava histórias que o vento lhe passava. 
Brisa que vinha do Norte, do Sul ou da Europa pós-guerra. Dizia ele que os humanos matavam, não só os porcos ali do chiqueiro, mas se exterminavam entre si.
E toda vez que o menino via matarem porcos, pensava: eles estão treinando para matar gente.
O pinheirão, enternecido com o amigo, dizia: você é um bom menino. Queria que você visse daqui de cima, nos meu braços, as matas, enquanto são belas. Porque os humanos irão arrasar com tudo , em nome do progresso.
E quando você voltar aqui, não mais estarei. Você vai chorar porque eu sei, és meu amigo. E és um bom menino.
Sua avó morrerá aos noventa anos, naturalmente, como uma vela se apaga. Docemente como um anjo.
Quanto a mim, parece que já escuto o barulho da serra. O vento me avisou das serrarias aqui perto. Mais dia, menos dia, tombarei como um gigante ensanguentado. Mas lembrarei do amiguinho. Você é um bom menino, repetia, para me consolar.
Mas até hoje não há consolo para este coração que não se arreda de lá. Continuo um menino inconsolável para sempre.
Fotografia do amigo, tábua, suvenir, nada me conforma. Clone também não. Clone não é amigo ressuscitado.
Vinícius naquela época, bem disse: “ As árvores choram (...) quem morreu? ” Vinícius te respondo: as florestas morreram.
Na mesma época, em Porto Alegre uma árvore chorava, porque sabia que uma serra da prefeitura a derrubaria. Então um jovem sentou-se em seus galhos ou colo e de lá não saiu. O povo o apoiou e a árvore foi salva.
Querido amigo Pinheirão: eu sei que você também me pegaria no colo naquela hora trágica e eles não te derrubariam.
Mas você estava só e caiu pesadamente junto a cerca. O chão tremeu e alguns bichos saíram de suas tocas assustados. E meu coração até hoje bate forte, quando imagina o amigo estendido no chão. As curicacas quando chegaram para pernoitar nos teus galhos, sobrevoaram no vazio.
Covardes! Devolvam meu amigo, por favor!
Amigo também dos porcos, do alto jogava pinhões para eles enquanto me contava histórias do vento. E com ternura, repetia:  você é um bom menino! Devolvam meu amigo, os pinheirais e as florestas luxuriantes do sudoeste do Paraná. Devolvam os rios da minha infância onde nas tardes de verão íamos nadar.
Rios de águas claras, azuis como os olhos da vizinha, Bela e Santa Catarina. 
E que dizer dos porcos mortos que poluíram os rios? É um outro rio! Um rio... de sangue! 
Ali bem perto na Sadia, desde minha infância, quantos porcos morreram? Dá pra fazer um rio... Um rio de sangue! Uma Lagoa Vermelha! Um Mar Vermelho.
Desaguam ali, o sangue de todos os animais, de todos os lugares e de todas as épocas.
Arrogante ser humano, que se auto intitula rei do planeta e é inimigo número um dos viventes que aqui moram, inclusive de si próprio.
Queria eu, abrir o coração dos humanos, mas sou infantil. Um menino que ama errado:
Ama pinheiro.
Ama sapo.
Ama formigueiro. 
Porco.
Cobra coral que atravessa a estrada.
Lagarto.
Besouro chamado vira-bosta.
Amava desvirar o besouro quando esperneava no ar.
Amava as curicacas quando sobrevoavam, piando, para pernoitar nos galhos do pinheirão.
Amava escutar o vento e os galhos a dançar e o pinheirão a contar histórias do vento e depois finalizava: continue um bom menino! E o menino continua até hoje desvirando besouros. Até já escutou um desses a dizer: Obrigado! Bom menino que és!
Besouro que ama o estrume seco da vaca. 
Estrume que ama enriquecer a mãe terra. 
Mãe terra que ama dar vida ao pinheirão. 
Pinheirão que ama o menino.
Menino que cresceu e continua chorão. E agora ama errado até as mulheres: 
Mulheres mais novas que ele. Não tem remédio!
E não tem remédio, a falta de um amigo. No meu caso é o gigante que caiu ensanguentado.
O meu coração ainda está lá. O menino continua lá trepado na cerca, olhando para o vazio deixado na mata. E o vazio dentro dele.
Embargo minha voz, se digo de novo, seu nome. Mas vocês se lembram. 
É aquele - maior que as salsinhas e cebolinhas falantes da minha avó. Maior que “Meu Pé de Laranja-Lima falante do José Mauro de Vasconcelos”.
É aquele grandalhão e velho amigo que me contava histórias do vento. Vento antigo, testemunha ocular de tempos remotos.
Histórias do tempo... e do vento.
E lembrando uma velha música, pergunto:
“Vento, diga, por favor, aonde se escondeu o meu amor”.